sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Superastro do rap Kanye West inventa o hip-hop espacial


Rapper chega ao Brasil em outubro com 50 toneladas de equipamento para seu novo show 'Glow in the Dark'

Jotabê Medeiros, enviado especial a Nova York (Portal Estadão)



Rapper norte-americano Kanye West


NOVA YORK - E Kanye West inventou o hip-hop sideral, o Dark Side of the Moon do rap. Glow in the Dark, o novo show do megalomaníaco astro do hip-hop, é definido por ele como "uma missão para trazer a criatividade de volta à Terra". Essa é a historinha que dá o mote à space opera que o cantor criou, e que está a caminho do Brasil para o TIM Festival, em outubro.


Pense nas mais manjadas experiências de ficção científica, de Jornada nas Estrelas a O Homem que Caiu na Terra. Misture com todos os clichês do gênero, o principal deles um computador-espaçonave que dá conselhos ao seu tripulante, aqui chamado Jane (Hal, o computador de 2001, Uma Odisséia no Espaço, deve estar se revirando no cemitério de computadores; aceleração no hiperespaço). Outros: pin ups que fazem strip tease e simulam sexo virtual, luas que explodem, gêiseres de fogo, explosões e muito crepúsculo espacial. Até um dinossauro apareceu (no espaço? sério isso?) para engolir o astro do rap megalô 80 mas logo ele escapou, rasgando o ventre da criatura e ressurgindo no palco.




A reportagem do Estado assistiu a Glow in the Dark na quinta fila do Madison Square Garden na terça-feira à noite (é um espetáculo totalmente diferente do que ele apresentou no Lollapalooza Festival, no domingo à noite). É esse que vem ao Brasil - maior do que o do Daft Punk, há dois anos. O show tem os efeitos visuais mais mirabolantes, tudo em cores laranja, vermelho, púrpura e neon rosa. Cortinas de telões superpostos (que entretanto estão integrados em imagem e efeitos), som surround. É talvez o mais high tec dos shows que irão ao Brasil este ano. São 50 toneladas de equipamento, segundo a organização do TIM Festival.



No final de tudo, a nave-mãe Jane diz a Kanye: "Nós precisamos do poder do maior astro do universo, Kanye. Nós precisamos de você". Eu podia ter dormido sem essa... Mas piora depois: West, depois de uma longa lição de moral no público, termina dizendo que tudo que ele precisa é dele mesmo, Kanye. Milionário, o hip-hop americano pode se dar ao luxo de excentricidades como essa - talvez, hoje, seja um dos poucos gêneros a ir tão longe, já que o rock está meio pobrinho ultimamente.



Foi uma noite entre manos. Começou ali pelas 19h com um rapper meia-boca chamado Consequence. Depois virou coisa de responsa: Lupe Fiasco veio com sua banda e seus MCs, e é um rapper cheio de groove, jazzy as vezes. Ele chama para fazer uma base um cantor branquelo que faz o gênero Justin Timberlake e eles arrasam em duas canções, a primeira em cima de Daydreamin’. O cara tem estilo.



Depois foi a vez de Pharrel Williams e seu combo N.E.R.D. Muitos decibéis, pouca criatividade. Finalmente veio Kanye, com seus músicos todos vestindo as roupas de sua fantasia espacial - capacetes que lembram os dos garotos do Daft Punk, malhas e ombreiras geométricas. O Madison Square Garden quase veio abaixo - o público dançou freneticamente até na hora da verborragia típica de Kayne, que faz longo discurso no final.



Kanye abriu o show com Good Morning, seguida por I Wonder, Heard 'Em Say, Through the Wire, Champion, Get 'Em High, Diamonds from Sierra Leone e Can't Tell Me Nothing. O set list do rapper contou ainda com Flashing Lights, Spaceship, All Falls Down, Gold Digger, Good Life, Jesus Walks, Hey, Mama, Don't Stop Believin' (da banda Journey), Stronger, Homecoming e, para finalizar, Touch the Sky.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Paul Weller um dos principais nomes da música pop britânica também no TIM FESTIVAL 2008


Paul Weller


Compositor, cantor e multi-instrumentista (guitarra, piano, baixo e violoncelo), o inglês Paul Weller é um dos principais nomes da música pop britânica. Em meados da década de 70, em plena eclosão do movimento punk capitaneado por The Clash e Sex Pistols, Paul liderou uma das bandas pop mais influentes dos anos 80: The Jam (1976-1982). Mais tarde, entre 1983 e 1989, formou a igualmente bem-sucedida Style Council, um duo com o pianista e compositor Mick Talbot. Com o The Jam, atingiu o topo das paradas em 1980, com o single Going Underground. Seguiram-se outros primeiros lugares com Start! e com Town called Malice, canção que anos depois conseguiu renovada repercussão ao integrar a trilha de Billy Elliot (2001). O sucesso avassalador na Grã-Bretanha levou o grupo a emplacar duas músicas (Town called Malice e Precious) na mesma edição do programa da BBC Top of the Pops, feito até aquele momento só alcançado pelos Beatles. O último single antes do término da banda, Beat surrender, chegou ao primeiro lugar da parada britânica na primeira semana de lançamento, fato raro para a época. Os shows de despedida lotaram todas as noites o Wembley Arena e depois o Brighton Centre, em dezembro de 1982. Com letras quase sempre politizadas, assim como o The Jam, o Style Council se engajou em diversos movimentos, apresentando-se em grandes eventos beneficentes como Live Aid, no estádio de Wembley, em 1985, e integrando a Band Aid, formada por estrelas da época para gravar a canção Do They Know it’s Christmas?. O grupo emplacou hits, inclusive nos EUA e Austrália, como My ever changing moods, You’re the best thing e Shout to the top. Com o fim do grupo em 1989, Weller deu início, alguns anos mais tarde, à sua carreira solo. No começo dos anos 90, integrou o movimento Britpop, que revelou grupos como Oasis e Blur. Em 1995, lança seu terceiro álbum solo, Stanley Road, que o leva novamente ao topo das paradas britânicas e se torna um de seus discos de maior vendagem. A declarada admiração do Oasis pelo extinto The Jam se materializa na participação do guitarrista Noel Gallagher em I walked on gilded splinters. Já Paul Weller empresta guitarra e voz na faixa Champagne Supernova, do Oasis. Seu mais recente trabalho, 22 Dreams, lançado este ano, é o nono disco solo, com o qual tem excursionado pelo mundo.

A jovem Esperanzamistura de jazz tradicional com soul, pop e world music.


Esperanza Spalding nova geração do Jazz


Em turnê mundial de lançamento de seu segundo disco, Esperanza, a compositora, cantora e contra-baixista norte-americana Esperanza Spalding, de apenas 23 anos, chega ao Brasil em outubro trazendo sua mistura de jazz tradicional com soul, pop e world music. Da infância em Portland, Oregon, aos estudos na Berklee College of Music, sua história é pontuada pela precocidade. Tocou violino clássico dos 5 aos 15 anos em uma orquestra de câmera de sua cidade natal até começar a flertar com ritmos populares como rap, r&b, rock e soul. Atravessou o país de costa a costa até Boston, onde ingressou na conceituada Berklee com apenas 16 anos de idade. Após quatro anos de estudos, tornou-se a mais jovem professora da história da escola. Ainda em 2005, lançou seu álbum de estréia, Junjo. Antes mesmo de se formar, participou de turnês ou gravou com grandes nomes da música como Joe Lovano, Pat Metheny, Stanley Clarke e Patti Austin. Fã entusiasta da música brasileira, Esperanza reservou nada menos que as faixas de abertura e fechamento do disco respectivamente para Ponta de Areia (Milton Nascimento / Fernando Brant) e Samba em prelúdio (Baden Powell / Vinicius de Moraes), ambas cantadas em português. O disco traz ainda composições próprias como Fall in e standards do jazz como Body and Soul, este transformado em Cuerpo Y Alma, na versão espanhola feita para o disco.

Carla Bley jazz feminino com maturidade


A pianista Carla Bley


Do outro lado dos EUA vem a pianista de jazz Carla Bley. Aos 72 anos, a compositora e instrumentista californiana é uma referência dentro do estilo. Ganhadora de diversos prêmios e honrarias, como o Oscar du Disque de Jazz, o Guggenheim Fellowship, o Prix Jazz Moderne (conferido pela Academia Francesa de Jazz) e eleita melhor compositora pela renomada revista Downbeat, Carla foi ainda figura importante e pioneira no desenvolvimento de selos independentes, dirigidos pelos próprios artistas. Entre os diversos músicos com quem trabalhou estão Charlie Haden, Phil Woods, Jack Bruce, George Russel, Art Farmer, Robert Wyatt e Nick Mason, baterista do Pink Floyd. Nascida Carla Borg, começou a estudar piano ainda criança, com o próprio pai, Emil Borg. Adolescente, mudou-se para Nova Iorque, onde conheceu o também pianista Paul Bley, com quem teve um breve casamento. Depois de passar um período na Califórnia natal, retorna novamente a Nova Iorque e conhece o compositor Michael Mantler, com quem mais tarde se casa e forma o grupo The Jazz Composer’s Orchestra. Com ele tem, em 1966, sua única filha, Karen. Com letras de Paul Haines, lança em 1971 uma de suas mais importantes obras, a operística Escalator over the hill, vencedora do Oscar du Disque. Seu mais recente trabalho, The Last Chords find Paolo Fresu, lançado em 2007, é o seu 27º álbum.

The National marcando presença no Tim Festival 2008


The National


Também nova-iorquino, o grupo The National é liderado pelo barítono Matt Berninger. A banda de indie-rock criada em 1999 conta ainda com dois pares de irmãos: Aaron (baixo) e Bryce Dressner (guitarra) e Bryan (bateria) e Scott Devendorf (guitarra). Em 2001, lançaram o primeiro disco, que levava o nome do grupo. Seguiram-se Sad songs for dirty lovers, em 2003, e os EPs Cherry tree, em 2004, e Alligator, em 2005. No ano passado, lançaram Boxer, puxado pelas faixas Fake empire, Slow show e Mistaken for Strangers.

The Management (MGMT), público vera em outubro no Tim Festival variada sonoridade de estilos.


A banda The Management (MGMT)



Originalmente conhecido como The Management, a banda indie nova-iorquina MGMT, formada pela dupla Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden, aposta em sonoridades retrô como o pop-psicodélico, eletro-rock e dance music. Criado no final de 2001 pelos então colegas da universidade Wesleyan, em Connecticut, o duo chamou a atenção do público e da crítica a partir das muitas turnês realizadas para o lançamento do EP Time to pretend, em 2005, em que abriam shows para o grupo Of Montreal. Dois anos depois lançaram o primeiro álbum, Oracular Spectacular, que chegou à décima-segunda posição nas paradas britânicas e ao primeiro lugar na parada Top Hearseekers da Billboard, onde aparecem os artistas emergentes.

Gogol Bordello uma mistura de ritmos que vai agitar o TIM FESTIVAL 2008


Gogol Bordello é literalmente uma banda multi-cultural

(Extraido do Portal Uol / Folha Ilustrada - Folha de S. Paulo)

Surgida em Nova Iorque em 1999, a banda Gogol Bordello faz uma mistura de ritmos tão variada quanto as origens de seus integrantes. A formação cosmopolita do grupo vai do ucraniano Eugene Hütz (voz, violão e percussão) ao japonês-romeno Stevhen Iancu (acordeon), passando pelo russo Sergey Ryabtsev (violino e vocais), o israelense Oren Kaplan (guitarra e vocais), o etíope Thomas Gobena (baixo e vocais), o norte-americano Eliot Ferguson (bateria e vocais), a tailandesa-americana Pamela Jintana Racine e a sino-escocêsa Elizabeth Sun (percussão, vocais e dança). Com cinco discos lançados – Super Taranta, de 2007, é o mais recente –, o grupo mescla música cigana com punk rock, dub e, ao vivo, é conhecido por suas performances vigorosas e teatrais. O apresentador e comediante inglês Phill Jupitus resumiu a impressão que teve da banda em uma frase: “É um pouco como o The Clash e o The Pogues tendo uma briga”.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Tim confirma MGMT, Paul Weller e Gogol Bordello

(09/07/2008 Fonte : Portal Uol / Folha Ilustrada - Folha de S. Paulo)

Email do povo do Tim que acabou de chegar:

Rio de Janeiro, 09 de julho de 2008 – Os grupos norte-americanos Gogol Bordello, MGMT e The National, a renomada compositora e pianista de jazz Carla Bley, a revelação do jazz Esperanza Spalding e um dos papas do britpop, o cantor, compositor e instrumentista Paul Weller são as novas atrações confirmadas para o TIM Festival 2008. Com estes, já somam dez os nomes fechados para a edição deste ano. Os anteriores foram a lenda-viva do sax tenor Sonny Rollins, a cantora de jazz Stacey Kent e as bandas indie Klaxons e The Gossip, da vocalista Beth Ditto.

Surgida em Nova Iorque em 1999, a banda Gogol Bordello faz uma mistura de ritmos tão variada quanto as origens de seus integrantes. A formação cosmopolita do grupo vai do ucraniano Eugene Hütz (voz, violão e percussão) ao japonês-romeno Stevhen Iancu (acordeon), passando pelo russo Sergey Ryabtsev (violino e vocais), o israelense Oren Kaplan (guitarra e vocais), o etíope Thomas Gobena (baixo e vocais), o norte-americano Eliot Ferguson (bateria e vocais), a tailandesa-americana Pamela Jintana Racine e a sino-escocêsa Elizabeth Sun (percussão, vocais e dança). Com cinco discos lançados – Super Taranta, de 2007, é o mais recente –, o grupo mescla música cigana com punk rock, dub e, ao vivo, é conhecido por suas performances vigorosas e teatrais. O apresentador e comediante inglês Phill Jupitus resumiu a impressão que teve da banda em uma frase: “É um pouco como o The Clash e o The Pogues tendo uma briga”.

Originalmente conhecido como The Management, a banda indie nova-iorquina MGMT, formada pela dupla Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden, aposta em sonoridades retrô como o pop-psicodélico, eletro-rock e dance music. Criado no final de 2001 pelos então colegas da universidade Wesleyan, em Connecticut, o duo chamou a atenção do público e da crítica a partir das muitas turnês realizadas para o lançamento do EP Time to pretend, em 2005, em que abriam shows para o grupo Of Montreal. Dois anos depois lançaram o primeiro álbum, Oracular Spectacular, que chegou à décima-segunda posição nas paradas britânicas e ao primeiro lugar na parada Top Hearseekers da Billboard, onde aparecem os artistas emergentes.

Também nova-iorquino, o grupo The National é liderado pelo barítono Matt Berninger. A banda de indie-rock criada em 1999 conta ainda com dois pares de irmãos: Aaron (baixo) e Bryce Dressner (guitarra) e Bryan (bateria) e Scott Devendorf (guitarra). Em 2001, lançaram o primeiro disco, que levava o nome do grupo. Seguiram-se Sad songs for dirty lovers, em 2003, e os EPs Cherry tree, em 2004, e Alligator, em 2005. No ano passado, lançaram Boxer, puxado pelas faixas Fake empire, Slow show e Mistaken for Strangers.

Do outro lado dos EUA vem a pianista de jazz Carla Bley. Aos 72 anos, a compositora e instrumentista californiana é uma referência dentro do estilo. Ganhadora de diversos prêmios e honrarias, como o Oscar du Disque de Jazz, o Guggenheim Fellowship, o Prix Jazz Moderne (conferido pela Academia Francesa de Jazz) e eleita melhor compositora pela renomada revista Downbeat, Carla foi ainda figura importante e pioneira no desenvolvimento de selos independentes, dirigidos pelos próprios artistas. Entre os diversos músicos com quem trabalhou estão Charlie Haden, Phil Woods, Jack Bruce, George Russel, Art Farmer, Robert Wyatt e Nick Mason, baterista do Pink Floyd. Nascida Carla Borg, começou a estudar piano ainda criança, com o próprio pai, Emil Borg. Adolescente, mudou-se para Nova Iorque, onde conheceu o também pianista Paul Bley, com quem teve um breve casamento. Depois de passar um período na Califórnia natal, retorna novamente a Nova Iorque e conhece o compositor Michael Mantler, com quem mais tarde se casa e forma o grupo The Jazz Composer’s Orchestra. Com ele tem, em 1966, sua única filha, Karen. Com letras de Paul Haines, lança em 1971 uma de suas mais importantes obras, a operística Escalator over the hill, vencedora do Oscar du Disque. Seu mais recente trabalho, The Last Chords find Paolo Fresu, lançado em 2007, é o seu 27º álbum.

Em turnê mundial de lançamento de seu segundo disco, Esperanza, a compositora, cantora e contra-baixista norte-americana Esperanza Spalding, de apenas 23 anos, chega ao Brasil em outubro trazendo sua mistura de jazz tradicional com soul, pop e world music. Da infância em Portland, Oregon, aos estudos na Berklee College of Music, sua história é pontuada pela precocidade. Tocou violino clássico dos 5 aos 15 anos em uma orquestra de câmera de sua cidade natal até começar a flertar com ritmos populares como rap, r&b, rock e soul. Atravessou o país de costa a costa até Boston, onde ingressou na conceituada Berklee com apenas 16 anos de idade. Após quatro anos de estudos, tornou-se a mais jovem professora da história da escola. Ainda em 2005, lançou seu álbum de estréia, Junjo. Antes mesmo de se formar, participou de turnês ou gravou com grandes nomes da música como Joe Lovano, Pat Metheny, Stanley Clarke e Patti Austin. Fã entusiasta da música brasileira, Esperanza reservou nada menos que as faixas de abertura e fechamento do disco respectivamente para Ponta de Areia (Milton Nascimento / Fernando Brant) e Samba em prelúdio (Baden Powell / Vinicius de Moraes), ambas cantadas em português. O disco traz ainda composições próprias como Fall in e standards do jazz como Body and Soul, este transformado em Cuerpo Y Alma, na versão espanhola feita para o disco.

Compositor, cantor e multi-instrumentista (guitarra, piano, baixo e violoncelo), o inglês Paul Weller é um dos principais nomes da música pop britânica. Em meados da década de 70, em plena eclosão do movimento punk capitaneado por The Clash e Sex Pistols, Paul liderou uma das bandas pop mais influentes dos anos 80: The Jam (1976-1982). Mais tarde, entre 1983 e 1989, formou a igualmente bem-sucedida Style Council, um duo com o pianista e compositor Mick Talbot. Com o The Jam, atingiu o topo das paradas em 1980, com o single Going Underground. Seguiram-se outros primeiros lugares com Start! e com Town called Malice, canção que anos depois conseguiu renovada repercussão ao integrar a trilha de Billy Elliot (2001). O sucesso avassalador na Grã-Bretanha levou o grupo a emplacar duas músicas (Town called Malice e Precious) na mesma edição do programa da BBC Top of the Pops, feito até aquele momento só alcançado pelos Beatles. O último single antes do término da banda, Beat surrender, chegou ao primeiro lugar da parada britânica na primeira semana de lançamento, fato raro para a época. Os shows de despedida lotaram todas as noites o Wembley Arena e depois o Brighton Centre, em dezembro de 1982. Com letras quase sempre politizadas, assim como o The Jam, o Style Council se engajou em diversos movimentos, apresentando-se em grandes eventos beneficentes como Live Aid, no estádio de Wembley, em 1985, e integrando a Band Aid, formada por estrelas da época para gravar a canção Do They Know it’s Christmas?. O grupo emplacou hits, inclusive nos EUA e Austrália, como My ever changing moods, You’re the best thing e Shout to the top. Com o fim do grupo em 1989, Weller deu início, alguns anos mais tarde, à sua carreira solo. No começo dos anos 90, integrou o movimento Britpop, que revelou grupos como Oasis e Blur. Em 1995, lança seu terceiro álbum solo, Stanley Road, que o leva novamente ao topo das paradas britânicas e se torna um de seus discos de maior vendagem. A declarada admiração do Oasis pelo extinto The Jam se materializa na participação do guitarrista Noel Gallagher em I walked on gilded splinters. Já Paul Weller empresta guitarra e voz na faixa Champagne Supernova, do Oasis. Seu mais recente trabalho, 22 Dreams, lançado este ano, é o nono disco solo, com o qual tem excursionado pelo mundo.

Agendado mais uma vez para a segunda quinzena de outubro, o TIM Festival acontece este ano nos mesmos locais do ano passado tanto no Rio de Janeiro como em Vitória – a Marina da Glória e o Teatro UFES, respectivamente. Já em São Paulo haverá algumas mudanças, que serão anunciadas em breve.

sábado, 28 de junho de 2008

Amy Winehouse aproveita saída de hospital para fumar

A cantora britânica Amy Winehouse, que se recupera de problemas no pulmão, fumou no caminho do hospital para um ensaio, fotografou a revista americana especializada em celebridades "People".


30.mai.08/Steven Governo/AP
Cantora Amy Winehouse fumou em trajeto; ela não desenvolveu enfisema pulmonar


Winehouse --que, ao contrário do que seu pai disse, não tem enfisema, mas está em processo de desenvolver a doença-- saiu do hospital para realizar um ensaio para sua participação no show de aniversário de 90 anos de Nelson Mandela.

Os médicos advertiram a cantora que ela está no caminho de desenvolver uma enfisema, mas, se tomar as precauções devidas, pode reverter a situação. Fumar é uma das atividades que ela está proibida de fazer.

Segundo a "People", mesmo assim os organizadores do show ficaram contentes com o ensaio de Winehouse.

Beth Ditto, do Gossip, faz a festa em Glastonburry

(Do Globo on Line 27/06/2008)




Beth Ditto no palco em Glastonburry/Reuters


RIO - A vocalista da banda americana The Gossip, Beth Ditto, apoiou a presença polêmica do rapper americano Jay Z no Festival de Glastonburry, no interior da Inglaterra. O Gossip se apresentou na tarde desta sexta-feira no primeiro dia do festival, tomando partido na polêmica provocada pela presença de um rapper num festival em que só se apresentam bandas de rock.

"Sério, estou morrendo de inveja. Jay Z: culpado de fazer este festival ficar bom. E vocês aí acampados à espera de Jay Z, muito legal", gritou ela.

O guitarrista do Oasis, Noel Gallagher, liderou um coro de descontentes com a presença de Jay Z no festival. O fato de não terem se esgotados os 130 mil ingressos foi atribuído à presença do rapper, mas também falou-se que as chuvas que marcaram o festival nos anos anteriores podem ter desencorajado o público. O tempo está bom em Glastonbury e a previsão fala em chuva fraca neste sábado.

No show, ela cantou o hino do Nuirvana "Smells like teen spirit" a capella. Ela se jogou no meio dos fãs e brincou com um segurança que não gostou dessa proximidade. Beth colocou o microfone junto à boca do segurança para que ele dissesse alguma coisa, mas não teve resposta. Mais adiante, ela se ajoelhou diante do mesmo segurança e pediu sua mão em casamento. Como o homem continuou impassível ela disse "lá se vai minha chance de ter cidadania dupla".

Ela também aproveitou para xingar um dos grandes mitos do rock: "Quem se importa com o Led Zeppelin? Não estou nem aí! Pronto, falei" gritou.

Ela manifestou solidariedade com o grupo The Long Blondes, que cancelou a participação em Glastonbury devido ao guitarrista Dorian Cox estar muito doente.

"Desejo tudo de bom a Dorian", afirmou.

O Gossip, que vem ao TIM Festival deste ano, tocou dez músicas durante 60 minutos como ponto alto o sucesso "Standing in the way of control". Além desta canção, o setlist teve ''Listen up'', ''Top of the world'', ''Eighth wonder'', ''Fire sign'', ''Coal for diamonds'', ''Jealous girls'', ''From the mould'', ''Her mangled heart'', ''Heavy cross''e ''Love long distance''.

Informações do semanário "New Musical Express".

TIM Festival terá Sonny Rollins e Stacey Kent entre atrações

( Fonte Folha on Line 24/06/2008 - 11h37 )




Sonny Rollins é uma das primeiras atrações confirmadas para o próximo TIM Festival


O TIM Festival anunciou nesta terça-feira as primeiras atrações internacionais previstas para comparecer ao evento, que ocorre na segunda quinzena de outubro em São Paulo, no Rio e em Vitória.

O sax tenor Sonny Rollins, a cantora de jazz Stacey Kent e as bandas indie Klaxons e The Gossip, da vocalista Beth Ditto, são as primeiras atrações internacionais confirmadas para o evento.

Rollins é um dos últimos remanescentes da época de ouro do jazz, antes mesmo de atingir os 20 anos, ele já havia gravado ou tocado com os maiores nomes do gênero: Thelonious Monk, Miles Davis, J.J. Johnson e Bud Powell.

Nascido em 1930, em meados da década de 50 como Theodore Walter Rollins, foi comparado ao ídolo e amigo Charlie Parker.

Em 2004, Rollins recebeu o Lifetime Achievement Award da National Academy of Recording Arts and Sciences. Dois anos depois, foi entronizado na Academy of Achievement.

Em 1956 --um ano depois de ingressar no quinteto do seu baterista Max Roach--, Rollins lançou um de seus álbuns mais aclamados, "Saxophone Colossus".

Ele já se apresentou no Brasil, em 1985, como uma das atrações da edição de estréia do extinto Free Jazz Festival. Ele deverá fazer três shows no TIM Festival --dois em São Paulo e um no Rio.


Stacey Kent é considerada uma das melhores vocalistas de jazz da atualidade

A nova-iorquina Stacey Kent é uma das revelações do gênero, reconhecida por prêmios como o British Jazz Award (2001) e o BBC Jazz Award (2002).

Recentemente contratada pelo respeitado selo Blue Note, Stacey lançou em 2007 o CD "Breakfast on the Morning Tram", em que flerta com a bossa nova na versão em francês de "Samba da Benção" (Baden Powell e Vinicius de Moraes) e na composição de Serge Gainsbourg, que leva o nome de "Ces Petits Riens".

terça-feira, 20 de novembro de 2007

sábado, 27 de outubro de 2007

TIM Festival exalta brilhantismo de Bjork, Arctic Monkeys e clássicos do jazz. Mas faltou aquela forcinha aos brasileiros



(1)Bjork dispara fitas coloridas ao entrar no palco - Foto: Mônica Imbuzeiro

(2)A área externa do festival - Foto: Mônica Imbuzeiro


Do Globo On line

E os brazucas?

RIO - Maior festival internacional de música do país, o TIM festival exibiu nesta sexta-feira duas de suas principais características, marcas notáveis desde sua criação, como Free Jazz, e seus novos rumos nos últimos cinco anos, já sob patrocínio da operadora de celulares: a escolha primorosa das atrações estrangeiras e a dedicação menos intensa às atrações nacionais. Este quadro se repetirá neste sábado, quando os destaques são a sensual atriz-roqueira Juliette Lewis ( conheça o esquema completo ) e a banda The Killers. Os brasileiros invadem o palco Funk Mundial. E olhe lá.



Nesta sexta-feira, primeiro dia de maratona de shows do festival (que foi aberto na quinta, em São Paulo), a cantora Bjork mostrou que seu mal humor costumeiro fora dos palcos se converte em um espetáculo primoroso, digno de uma diva, em cena. Erika Azevedo destila as altas doses de modernidade da islandesa excêntrica, que driblou o ar-condicionado quebrado e encantou. Já os britânicos do Arctic Monkeys , que chegaram ao grande público ao aproveitarem o poder de disseminação da internet, sem medo e com inteligência, juntaram muitos adolescentes, como fazem mundo afora. A banda é uma promessa, sublinha o crítico Jamari França. Entre as atrações de jazz , foi notável a forte influência dos clássicos do gênero, como Miles Davis, John Coltrane e os irmãos Gershwin, como contam o maior crítico de jazz do país, José Domingos Raffaelli, e a repórter Márcia Abos, de São Paulo.

" Infelizmente, não podemos contar com a natureza "

Se a noite deste sexta teve grandes momentos, realçados pela incrível arrumação feita na Marina, onde containeres formaram uma espécie de grande praça de diversões, com cospidoras de fogo e letreiros luminosos, faltou mais cuidado quanto às atrações nacionais. A agurdada Cibelle ficou para depois: escalada para suceder Katia B no palco "Novas Divas", antes de Antony and The Johnsons (que fez três shows em apenas dois dias) e Cat Power and Dirty Delta Blues , ela entrou no palco já na madrugada, para uma multidão de espaços vazios. Para piorar, apesar dos avisos de São Pedro na quarta-feira, a produção do TIM Festival não estava totalmente preparada para a chuva - nem tão forte assim - que caiu no Rio de Janeiro na noite desta sexta. Apesar da simpatia de distribuir capas de chuva para os presentes, não anteviu pequenas catástrofes, como o bolsão de água que se formou sobre a cobertura do palco do TIM Village, onde aconteceria os show do Novo Rock BR, molhando instrumentos e forçando o cancelamento dos shows, que até as 3h - quando houve o anúncio da produção - não haviam começado.

Arctic Monkeys, uma promessa que encantou os adolescentes - Foto: Leo Dresch

Para o vocalista do Del Rey, China, o cancelamento foi a melhor coisa a ser feita.

- É uma pena, estávamos muito a fim de tocar. Estávamos esperando até agora para ver o que acontecia, mas é melhor assim.

O vocalista do Montage, Daniel, diz que na música é preciso estar preparado para tudo.

- Infelizmente, não podemos contar com a natureza. Mas foi muito válido chegar até aqui, com toda a divulgação que o festival trouxe para a gente.

A produção das bandas afirmou que uma nova data será marcada para os três grupos se apresentarem juntos, ou no Circo Voador, ou na Fundição Progresso.

A capa de chuva, insdispensável na Marina - Foto: Leo Dresch

E por falar em brasileiros - não dos que estão nos palcos, e sim na platéia - as filas incomodaram. Para sair de um palco para outro (bem próximos), as pessoas levaram cerca de meia hora. Sem aviso sobre saídas alternativas, elas se encaminharam para as mesmas três ou quatro roletas. O resultado disso foi tumulto e lentidão. Quanto à área externa, houve reclamações em relação à passarela que liga a pista da praia à do Aterro do Flamengo, onde está a Marina. Quando o evento era no MAM, a passarela ficava iluminada e com seguranças. Agora, não.

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/10/27/326924901.asp

Björk mostra no TIM Festival por que é uma artista rara


Cantora islandesa faz festa simbólica vikinkg e ousa ao mudar o formato conservador do rock

Jotabê Medeiros, do Estadão


RIO DE JANEIRO - De um lado da platéia, o artista plástico Tunga. De outro, os cantores Milton Nascimento, Lenine e Marina Lima. A apoteose de Björk, com seu pequeno exército de fadas islandesas, movimentou grande parte da intelectualidade nacional e tomou de assalto o Rio de Janeiro na abertura da edição carioca do TIM Festival 2007. Globais como Thiago Lacerda e estrelas da música, como a matogrossense Vanessa da Matta, estava quase todo mundo lá na Marina da Glória na noite de sexta.



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E parece que ninguém se decepcionou. Fazendo uma espécie de festa simbólica viking, uma ritualização dos ritos de fertilidade, caça, colheita, viagem, partida e chegada de uma cultura extinta, Björk mostrou por que é uma artista extremamente rara. Ela abriu com Earth Intruders, do disco novo, Volta; depois emendou Hunter, primeira canção de Homogenic (1997) e a seguir tocou Pagan Poetry (segunda canção de seu quarto disco, Vespertine de 2001). Até um batidão de "samba" entrou na parada.



É uma das artistas mais ousadas da cena musical em todos os tempos. Como desafiava o maestro Rogério Duprat, quem teria coragem de mudar o formato conservador do rock com sua dependência crônica da guitarra, baixo e bateria? Björk tem a coragem. Dois tecladistas, um percussionista, um piloto de laptop e um coro feminino de tubistas, trompistas, trompetistas no palco. No começo a voz estava inaudível, mas depois acertaram o som.



Uma abordagem de ópera, um túnel do tempo entre o medieval e o eletrônico, uma roupa dourada de libélula e pequenos truques carnavalescos: estava montado o coquetel que deliciou a platéia boquiaberta do TIM no Rio. A tecneira se encontra com suas motivações primitivas, a pulsão do sangue, em Innocence. No final, até Björk ficou encantada com a reação elétrica da platéia. Voltou para um bis que parecia uma roda de capoeira esquimó, com a canção Declare Independence (também de Volta, seu novo álbum). Björk, a pequena islandesa voadora, venceu de novo.



Set list do show:



1. Earth Intruders

2. Hunter

3. Pagan Poetry

4. Unravel

5. Pleasure is All Mine

6. Jóga

7. Desired Constellation

8. Army of me

9. Innocence

10. I miss you

11. Wanderlust

12. Cover me

13. Hyperballad

14. Plútó

15. Declare Independence



http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art71577,0.htm

Ingleses do Artic Monkeys empolgam público do TIM Festival


Nicola Pamplona, da Agência Estadão

RIO - Uma das atrações mais esperadas da edição deste ano do TIM Festival, o quarteto inglês Arctic Monkeys fez o chão tremer na tenda principal da versão carioca do evento, na noite desta sexta-feira, 26. Com casa lotada, o grupo conseguiu saciar a vontade dos fãs, que já se aglomeravam em uma fila na porta da tenda antes mesmo de a cantora islandesa Björk, que fechou o programa anterior, iniciar sua apresentação. O show dos Monkeys teve abertura dos conterrâneos Hot Chip, em um programa batizado de Novo Rock UK.



A abertura da tenda, pouco depois das 23h30, provocou uma correria de fãs ávidos por um lugar perto de Alex Turner e companhia, que estouraram no ano passado após o lançamento do álbum Whatever people say I am, that's I am not. A banda de abertura, mesmo jogando para uma platéia um tanto quanto dispersa, fez um apresentação competente, chegando a transformar a tenda em pista de dança, embalada por batidas eletrônicas e um baixo envolvente, com os graves às vezes propositalmente saturados.



Formado por Alexis Taylor (vocal, guitarra, percussão e teclado) e Joe Goddard (vocal e sintetizador), além dos acompanhantes Owen Clarke (guitarra e sintetizador), Al Doyle (guitarra, sintetizador e baixo) e Felix Martin (bateria e percussão), o Hot Chip tem um som dançante de tintas oitentistas, com clara influência de New Order, mas mesclado com climas e efeitos que remetem às diversas vertentes da música eletrônica dos 90 para cá. Receita eficiente para entreter, por 45 minutos, um público que só chegou a acompanhar os vocais no hit Over and over.



Os Arctic Monkeys começaram sua apresentação com a instrumental Sandtrap, desconhecida do grande público. Foi, talvez, o único risco incorrido pela trupe. O restante do show mesclou canções de seus dois discos - além de Whatever people say..., eles lançaram este ano Favorite Worst Nightmare -, tocadas como estão nos álbuns, sem grandes espaços para improviso. A banda deu um ritmo intenso ao show, com pouco tempo de passagem entre as músicas e quase nenhuma conversa com o público.



Os Monkeys mostraram que conseguem manter, ao vivo, a mesma urgência que caracteriza os álbuns, com um rock rápido, de refrões pesados e bateria destruidora, às vezes remetendo ao punk que dominou Londres no final dos 70. O vocalista Alex Turner só falou à platéia ao fim da quinta música, Dancing Shoes, soltando um "obrigado", em português, seguido por "nós somos os Arctic Monkeys, pessoal, é bom ver vocês", em inglês mesmo.



A reação do público aos primeiros acordes de I bet that you look on the dancefloor, do primeiro álbum, tocada exatamente na metade do show, atesta que os Arctic Monkeys já incluíram uma na lista dos grandes clássicos desta geração roqueira. A canção foi cantada a plenos pulmões pelo público que, em determinados momentos, abafava a voz de um Turner empolgado com a recepção.



Na sequência, duas grandes músicas do segundo disco - Fluorescent Adolescent e Teddy Picker, também com grande participação do público. A apresentação foi encerrada com A Certain Romance, pouco mais de uma hora depois do início. Mas nem a curta duração do show nem a ausência de bis conseguiram retirar o brilho de satisfação dos olhos dos fãs, que pularam durante quase todo o show e chegaram a inventar coros de acompanhamento dos riffs de guitarra.

http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art71630,0.htm

Tim Festival começa, mas dia forte será domingo

São Paulo

Fonte Folha on Line

Homens, preparem-se: um batalhão de mulheres poderosas protagoniza o Tim Festival deste ano. Björk, Feist, Juliette Lewis, Neneh Cherry, Cat Power (que tocou dia 25) e as brasileiras Katia B e Cibelle integram a forte escalação feminina do evento.

Os ingressos para Katia B, Cibelle e Cat Power (que substitui Feist, cujo show foi cancelado por problemas de saúde), amanhã (dia 27), no Auditório Ibirapuera, já estão esgotados. Na segunda (29), porém, ainda dá para assistir ao show do grupo de Neneh Cherry, cirKus, e da banda Winona, dos músicos Craig Armstrong e Scott Fraser.

Porém, o grande destaque promete ser a noite de domingo (dia 28). Apesar do local suspeito (a Arena Skol Anhembi, com sua acústica questionável), é a data que reúne as atrações mais aguardadas: Spank Rock, coletivo do MC norte-americano Naeem Juwan; o eletrônico orgânico e festivo dos ingleses do Hot Chip; o rock rápido e quase adolescente do Arctic Monkeys; o show-espetáculo dos Killers, com forte pé nos anos 80; Juliette & The Licks, mostrando se a moça fez certo em tirar licença do cinema; e Björk, no show do novo disco, "Volta" (07).

No clube The Week, a noite de hoje (dia 26) é dedicada à eletrônica, com boa expectativa para o set de Girl Talk e suas colagens musicais. O sueco Lindstrom, o funk "carioca" do alemão Daniel Haaksman, a dupla inglesa Count of Monte Cristal & Sinden e Alexandre Herchcovitch & Johnny Luxo completam a programação.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Björk

O último trabalho da islandesa mais famosa do planeta chama-se "Volta". Coincidência ou não, em 2007 Bjork volta a se apresentar no Brasil. Leia aqui a resenha do ótimo "Volta" em matéria da Folha de São Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u71175.shtml http://bjork.com/ http://www.myspace.com/bjork http://pt.wikipedia.org/wiki/Bj%C3%B6rk http://www.lastfm.pt/music/Bj%C3%B6rk BIO OFICIAL Björk http://bjork.com www.myspace.com/bjork Nascida em novembro de 1965 na cidade de Reykjavík, capital da Islândia (e também a capital mais setentrional do globo terrestre), Björk Guðmundsdóttir foi a primeira artista pop a vencer as barreiras geladas de sua terra natal e alcançar projeção internacional. Isso aconteceu a partir de 1986, com a banda The Sugarcubes, na qual ela depurava a mistura de rock, punk e jazz praticada em bandas anteriores e consolidava o estilo vocal que viria a ser sua marca registrada. Com o fim do Sugarcubes, em 1992, Björk mudou-se para Londres e se lançou em uma bem-sucedida carreira solo marcada pela experimentação. Cantora, compositora e atriz ocasional (seu desempenho no filme ‘Dançando no escuro’, de Lars von Trier, no qual também assinou a trilha sonora, lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes em 2001), ela mistura influências que vão do pop ao folk, do eletrônico ao clássico, do jazz ao rock alternativo. O resultado de suas criações a transformou em uma das mais instigantes artistas do cenário pop atual. Em sua terceira visita ao Brasil (as anteriores foram em 1996, no Free Jazz, e em 1998, no Close-Up Planet), Björk mostrará as músicas inéditas de seu sexto disco solo, ‘Volta’ - cujo nome batiza a turnê iniciada em abril passado –, além de canções de trabalhos anteriores

Cat Power


Cat Power é um grupo, mas que possui apenas uma integrante: a cantora, compositora e instrumentista Chan Marshall. Nos shows, ela costuma convidar alguns músicos, mas o trabalho é predominante solitário. O som que Cat Power faz é intimista, na maioria das vezes com poucos instrumentos, um piano ou um violão, que ela mesma toca. A voz chega a beirar a desafinação. Sussurros, rouquidão e agudos são marcas registradas de Cat Power.

O Erika Palomino tece elogios e mais elogios a "The Greatest", o último disco da felina.
http://www.erikapalomino.com.br/erika2006/lifestyle.php?m=377

Leia agora a opinião da BRAVO!:
http://www.bravonline.com.br/noticias.php?id=1909

http://www.catpowerthegreatest.com/
http://www.myspace.com/catpower
http://www.lastfm.pt/music/Cat+Power?q=cat+power
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cat_power

BIO OFICIAL
Cat Power
www.catpowerthegreatest.com
www.myspace.com/catpower

A aura que cerca a cantora Chan Marshall, mais conhecida como Cat Power, vem tanto da sua música personalísisima quanto de um certo ar de mistério a respeito de sua vida pessoal. Depois de lançar seu terceiro CD, em 96 – o primeiro pela Matador Records, sua atual gravadora –, ela desapareceu do cenário musical para trabalhar como babá na pequena cidade de Portland. Depois, mudou-se para um sítio na Carolina do Sul em companhia do namorado. A idéia era abandonar definitivamente a música, mas uma noite de insônia provocada por um pesadelo a inspirou a escrever diversas novas canções. O material deu origem ao álbum ‘Moon Pix’, responsável por seu reconhecimento na cena indie rock.

Em 1999, cansada de suas antigas canções, Chan fez uma série de shows em que acompanhava a projeção do filme mudo francês ‘A Paixão de Joana D’Arc’ (1928) interpretando músicas inéditas de sua própria autoria ou covers, muitos dos quais mais tarde apareceriam no CD ‘The covers record’. Sempre instigante, em 2004 ela lançou o controverso DVD ‘Speaking for trees’, no qual aparece cantando em um enquadramento estático por quase duas horas.

Três anos depois de ‘You are free’ (2003), um de seus discos mais elogiados, Cat Power lançou ‘The Greatest’ (2006), em que flerta com a música soul. Considerado o melhor álbum de sua carreira, ele serve de base para a apresentação que a pianista e guitarrista fará no TIM Festival ao lado de sua banda, Dirty Delta Blues.

Bela e sofisticada, Cat Power, hoje com 35 anos, foi escolhida em 2006 pelo estilista Karl Lagerfeld como o rosto da campanha de jóias da Maison Chanel.

Feist


"A voz de Leslie Feist pode ser leve como uma pluma, batendo no ouvido com a suavidade de uma balada qualquer. Ela chega de mansinho, pedindo desculpas, sussurrando ao pé da orelha, até que imperceptivelmente aquele desapego inicial se transforme em vício."

Para continuar lendo a matéria da Lígia Nogueira, do G1, dê um pulo no link: http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL36500-7085,00.html

http://www.listentofeist.com/
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Feist

BIO OFICIAL
Feist
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Feist surgiu na cena musical canadense em 91, com apenas 15 anos, como a vocalista de uma banda de punk rock criada por ela. Após cinco anos de turnês, um problema na voz a obrigou a se afastar temporariamente da música. Depois de se mudar para Toronto, em 98, aprendeu a tocar guitarra e no ano seguinte virou guitarrista do grupo By Divine Right. Seu primeiro disco solo, ‘Monarch (Lay Your Jewelled Head Down)’ saiu nesta época, mas sem grandes repercussões.

Sua vida começaria a mudar em 2000, quando passou a dividir apartamento com uma certa garota chamada Merrill Nisker, mais conhecida na cena electro-punk como Peaches, e com o músico Gonzáles, com quem iniciaria uma longa parceria. Depois de aparecer como vocalista convidada no álbum ‘The Teaches of Peaches’, ela mudou-se com os dois amigos para Berlim e lá permaneceram dois anos. Ali, Feist e Gonzáles compuseram muitas das canções que mais tarde integrariam o CD ‘Let it die’. Gravado em Paris entre 2002 e 2003, o álbum da cantora foi muito bem recebido pela crítica por conta da sua bem dosada mistura de jazz, bossa nova e indie rock.

Depois de viver quatro anos na capital francesa, Feist retornou ao Canadá no início deste ano e lançou, em abril, seu terceiro disco, ‘The reminder’.

antony and the johnsons


O grupo nova-iorquino Antony and The Johnsons faz uma mistura inusitada do trio guitarra-baixo-bateria com cello, violino e sopros, além do piano de Antony. Kate Bush, Devendra Banhart e Lou Reed, entre outros, já se declaram fãs da banda.

Leia no Poppycorn uma matéria profética que saiu em 2005. "Mas um dia Antony and the Johnsons chega aquí...É impossível ignorar alguém assim..."
http://www.poppycorn.com.br/artigo.php?tid=863

http://www.antonyandthejohnsons.com/
http://www.myspace.com/antonyandthejohnsons
http://www.lastfm.pt/music/Antony+and+the+Johnsons?q=antony+and+the+johnsons
http://en.wikipedia.org/wiki/Antony_and_the_Johnsons

BIO OFICIAL
Antony and The Johnsons
www.antonyandthejohnsons.com
www.myspace.com/antonyandthejohnsons

Antony and The Johnsons é o nome da banda criada em Nova Iorque pelo cantor e pianista inglês Antony Hegarty. A sua formação pouco convencional mistura o trio guitarra-baixo-bateria com cello, violino e sopros, além do piano de Antony, cuja voz já foi comparada às de Aaron Neville e Nina Simone. O grupo tem entre seus fãs astros como Kate Bush, Devendra Banhart, Philip Glass, Laurie Anderson e Lou Reed. Este último foi um dos que ajudaram a impulsionar a carreira da banda, ao chamá-la para participar de projeto “The Raven”. Em 2005, Antony ganhou o prestigioso Mercury Music Prize de melhor álbum do ano, com I Am a Bird Now, batendo concorrentes de peso como Coldplay e Kaiser Chiefs.
Fã confessa do trabalho de Antony, Björk o convidou para cantar em duas faixas (Dull Flame of Desire e My Juvenile) de seu novo álbum, Volta, lançado este ano.

Depois de passar a adolescência na Holanda e mais tarde na Califórnia, ouvindo grupos como Soft Cell e Culture Club, Antony mudou-se em 1990 para Nova York, onde estudou teatro experimental. Nessa época formou seu primeiro grupo, o Blacklips Performance Cult, adotando o visual andrógino que exibe até hoje. Ali, já abordava temas como a transexualidade em músicas como “For Today I Am a Boy”. Em 2000, já à frente do Antony And The Johnsons, lançou o primeiro disco, que leva apenas o nome da banda. O artista fez ainda participações em filmes como ‘Animal Factory’, de Steve Buscemi, e ‘Wild Life’, de Sebastian Lifshitz.