domingo, 2 de setembro de 2007

MOO


Em 2004, os amigos Bruno Guinle, Diogo Reis e Eduardo Christoph, unidos por interesses comuns como música, arte e design, se organizaram para fazer uma festa. Esse foi o início despretensioso de uma das festas que, após dois anos e meio de eventos bem sucedidos, se consagra como uma das mais conceituadas do país: a MOO. Suas marcas são o ineditismo e o frescor na música e nas atrações, a importância do design como potencializador do evento e a atenção especial dada ao seu público. Em três temporadas e 33 edições, a MOO trouxe 34 atrações internacionais, 16 apresentações ao vivo (live PAs) e atraiu um público total de aproximadamente 16.000 pessoas.

No TIM Festival, Diogo e Eduardo apresentarão um set back-to-back (em que os dois se revezam), mostrando uma seleção do melhor desses quase três anos de festa MOO.

Diogo Reis (MOO)

Diogo Reis começou tocando rock como DJ bissexto de inferninhos e festas de amigos. Designer e também um dos fundadores da MOO, foi tocando na festa que definiu um estilo que mistura discopunk com italo disco, acid house com funk-disco, clássicos do soul com clássicos do house. Techno de Detroit com Kraut Rock.

Eduardo Christoph (MOO)

Depois de toda a bagagem musical acumulada na adolescência como colecionador compulsivo de discos, descobriu o House e o Techno, dançando e escutando os sets bem construídos e bem mixados de DJs como Mau Mau, Gil Barbara e Renato Lopes. O contraste entre a mistura cósmica funk-disco-balançante de Diogo e a assepsia-funky-dançante com tendências minimalistas de Eduardo fazem a pista da MOO.

Projeto Axial


www.axialvirutal.com

Quem assistir ao show do Axial no TIM Festival pode se preparar para ser hipnotizado pela voz de Sandra Ximenez e o som produzido por computadores operados por pedaleiras, saxofones manipulados digitalmente em tempo real, pranchetas de desenho com captadores elétricos e outras traquitanas, responsáveis por criar a sonoridade autêntica e inédita desse grupo que, desde 2003, vem pesquisando o universo do som para criar suas esculturas musicais. Sua obra está registrada no álbum “Senóide”.

Recentemente, grupo marcou presença na Copa da Cultura, em Berlim (2006), e no Porto Musical, em Recife. Senóide é um espetáculo para ouvir com a imaginação. Inspirado pelas pesquisas conceituais sobre as origens da linguagem, que remetem às inscrições rupestres e a muitas das invenções humanas, o show põe à prova a linguagem original que estamos criando hoje e agora.

O Axial é capitaneado por Ximenez e pelo contrabaixista Felipe Julián.

Paulo Moura e Samba de Latada


www.paulomoura.com

Marcado pelo ritmo das tradicionais festas do interior nordestino, onde o chão é de terra batida e o povo não faz questão de distinguir o samba do forró, Paulo Moura e o Samba de Latada pretendem dar nova vida a uma vertente antiga – porém pouco conhecida – da música popular brasileira. À frente do trabalho estão a voz de Josildo Sá, uma das mais famosas do forró contemporâneo, e o já renomado clarinete de Moura. “No sertão de Pernambuco, de onde eu venho, chamam de ‘latadas’ aquelas casas em que acontecem os arrasta-pés, conhecidas também como palhoças, por causa dos telhados de palha”, explica Josildo. “Nesses locais, o samba é tocado com sanfona e zabumba”.

O projeto Samba de Latada surgiu originalmente no carnaval de 2006, quando Josildo convidou Paulo para participar de suas três apresentações em Recife. O show obteve tanto sucesso de público e crítica que a dupla conseguiu patrocínio do Governo de Pernambuco, do Funcultura e da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF) para produzir o CD, lançado pela Rob Digital. “Durante a realização desse projeto, encontrei o reino da cultura que sempre admirei”, confessou Paulo Moura.

sábado, 1 de setembro de 2007

Roberta Gambarini


www.robertagambarini.com
www.myspace.com/robertagambarini

A carreira internacional de Roberta Gambarini deslanchou a partir de 1998, quando ela se mudou para os Estados Unidos para estudar no New England Conservatory, de Boston, e conquistou, apenas duas semanas depois, o terceiro lugar no prestigioso Thelonious Monk International Jazz Vocal Competition. Só então os americanos descobriram o que os italianos sabiam há tempo: que Roberta é uma das cantoras de jazz mais refinadas da nova geração. Desde então, seu canto cristalino e de afinação perfeita, descendente direto da linhagem inaugurada por Ella Fitzgerald, já se fez acompanhar por músicos do naipe de Roy Hargrove, Michael Brecker, Ron Carter, Herbie Hancock e Toots Thielemans, apenas para citar alguns. Além da técnica impecável, contribuiu para o seu sucesso o sotaque quase imperceptível ao cantar em inglês.

No ano passado Roberta lançou seu primeiro cd americano, ‘Easy to love’, apenas com standards do jazz, e arrancou críticas entusiasmadas, sobretudo por sua capacidade de improvisação. Para Victor L. Schermer, do site especializado All About Jazz, Gambarini “é talvez a primeira cantora a conseguir imprimir de forma total no scatting influências do bebop e do post-bop, fazendo com a voz o que Charlie Parker fazia com o sax alto. Nesse sentido, ela é única mesmo entre as maiores cantoras do jazz, contemporâneas ou do passado”.

Stefano Di Battista Quartet


Aos 38 anos, o saxofonista italiano Stefano Di Battista é considerado um virtuoso do instrumento. Com apenas 29 anos, já era dono de um currículo digno de um veterano do jazz, em que se destacam uma passagem pelo sexteto de Michel Petrucciani, um contrato com a prestigiosa gravadora Blue Note e discos gravados ao lado de músicos lendários como o baterista de John Coltrane e Elvin Jones. Ao todo lançou cinco álbuns, incluindo um elogiado tributo a Charlie Parker. Sua história na música começou aos 16 anos. Aos 21, recebeu o primeiro prêmio no Conservatório de Roma e em 1994 já estava em Paris, onde trabalhou com o baterista e compositor Aldo Romano e mais tarde com a National Jazz Orchestra, tornando-se um dos principais solistas. Em 1997, criou seu próprio grupo, um quinteto, e lançou seu primeiro álbum, ‘Volare’, que lhe abriu as portas para diversas turnês. Alternando-se entre o sax alto e o soprano, seu trabalho abre espaço igualmente para estilos tão diversos como o bebop, o jazz rock e a bossa nova, versatilidade que lhe permitiu tocar com instrumentistas do porte de Claude Nougaro e Michael Brecker, entre outros.

Sylvain Luc Quartet


www.sylvainluc.fr
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=176701892

Como é comum entre virtuoses, o francês Sylvain Luc começou a estudar música muito cedo. Aos 4 anos entrou para o conservatório de Bayonne, na região basca francesa, onde nasceu, e ali aprendeu violão, baixo, violino, cello e mandolin. Aos 8, já escutava avidamente Frank Zappa e tudo de música brasileira, especialmente Baden Powell. No ano seguinte, gravava com os irmãos também músicos dois discos de música folclórica basca. Com início tão precoce, o seu futuro como músico não podia ser menos do que promissor.

Por conta da sua grande capacidade de improviso, Sylvain é freqüentemente identificado como músico de jazz. Entretanto, ele não se deixa aprisionar em um só estilo. Gosta de citar entre suas influências Egberto Gismonti, Keith Jarret, Joe Pass e Jeff Beck, mas também Bach, Chopin, Stravisnky, Fauré, Ravel e Satie. Tanta versatilidade lhe permitiu trabalhar com nomes tão diversos quanto Michel Legrand, John McLaughlin, Dee Dee Bridgewater, Lokua Kanza, Jacques Higelin, William Sheller e Françoise Hardy, entre outros.

Sylvain Luc se apresenta no TIM Festival com Pascal Rey (bateria), Philippe Chayeb (baixo) e Olivier Ker Ourio (harmônicas).

cirKus


CirKus é uma banda sueca formada pelo clássico produtor de trip-hop Cameron Mcvey (Massive Attack, Portishead, Tricky), o DJ e produtor Karmil e a cantora Neneh Cherry.

cirKus
www.nenehcherry.de
www.myspace.com/cirkus

A banda cirKus marcou a volta ao showbiz, da cantora Neneh Cherry, voluntariamente afastada dos refletores depois de lançar seu último CD, em 1996. Desde então, ela fez apenas algumas participações em discos alheios e apresentações esporádicas ao vivo. O responsável por esse retorno foi seu marido, o produtor inglês Cameron McVey, que sob o codinome de Burt Ford fundou a cirKus junto com o produtor e guitarrista Matt Kent. Conhecido como DJ Karmil, Kent trouxe para a formação sua namorada, Lolita Moon. Dispostos a investir seriamente na carreira, os quatro mudaram-se de Londres para a Suécia, terra natal de Cherry, e se estabeleceram em uma antiga fábrica em Estocolmo, onde instalaram o estúdio de onde sai a mistura de folk, hip-hop e pop que encantou os críticos.